Muito se discute em torno do papel indispensável da educação. Mas qual papel será esse? Muito se tem falado dos problemas e das dificuldades que estão imersos nela. Muitas sugestões têm sido apresentadas para acabar com a discrepância entre o termo educação e a realidade que a vemos. Grande parte dos teóricos da educação, em todas as áreas epistemológicas, se debruça longamente para refletir, discutir e apontar rumos pavimentados que possa a educação seguir sem tombar nem passar por abismos.
Todos, desde alguém desavisado/desinformado até um PhD, sabemos da importância da educação para o prosseguimento da ciência, para o progresso de uma nação, para se galgar, enquanto ser que busca incessantemente conhecer e tem este como fim, alguns de nossos propósitos. No entanto, essa importância que devia/deve ser responsabilidade de todos, acaba se tornando ping pong. Explico! Não é incomum atribuirmos o estado carente pelo qual a educação, já há algum tempo, está imersa aos professores, aos diretores, aos pais, aos alunos, aos legislativos e executivos. Afinal de quem é a culpa? Pelos menos não há só um “bode expiatório”.
A educação tem um papel essencial, senão majoritário, em todos os setores da sociedade: político, administrativo, científico, jurídico, religioso, econômico, etc. Há uma propaganda sobre a importância da educação para esses setores. Na propaganda são apresentadas pessoas de países como Alemanha, França, Espanha e outros depondo sobre a relevância da educação para aqueles países e conclui com uma professora brasileira chamando os alunos, que por sinal, devido à idade, representam ali o futuro do nosso país, a irem estudar, irem para a sala de aulas.
No nosso país, a educação, como costumamos dizer “está abandonada”, representa o maior retorno ao PIB nacional (a saúde vem logo em segundo lugar) conforme matéria divulgada no dia 03/02/11 no jornal Folha de São Paulo: “Os gastos públicos com educação e saúde geram maior crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do que investimentos, exportações e outros gastos do governo. Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado nesta quinta-feira mostra que a cada R$ 1 destinado aos gastos com educação geram um retorno de R$ 1,85 ao PIB”. E aí? Todos estamos corretos, certos quando afirmamos que devemos zelar, que devemos cuidar da educação. Mas todos estamos errados quando fazendo da educação uma partida de ping pong, onde cada uma de nós que ser o arbitro do “jogo”. Têm-se sugestões pavimentadas que podem proporcionar, de forma pródiga e promissora, a educação de qualidade (que tanto queremos), uma educação que liberta, que emancipa o indivíduo. Pois, como nos fala Dewey a educação é vida, é necessidade da vida social e Kant ressalta majestosamente que a educação tira o indivíduo da menor idade, ou seja, o sujeito passar a ter autonomia tanto sobre si mesmo como sobre suas decisões e seus pensamentos. (Queria falar de Adorno, Habermas, P. Freire, Horkheimer e outros, mas fica para depois).
O Movimento.
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