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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

AOS VISITANTES!!!!!!!!

QUEREMOS AGRADECER AOS 2000 ACESSOS!!! EM BUSCA DOS 3000!!!
O MOVIMENTO

Não é nada disso que você está pensando, eu posso explicar!

Parece-me que algumas pessoas estão começando a sentir-se ameaçadas pelas nossas poucas palavras, não falo necessariamente de reis ou rainhas, mas sim de seus súditos. Meus filhos nosso objetivo não é xingar, amedrontar, aporrinhar a cabeça de ninguém, apenas queremos como dignos cidadãos combater o câncer da corrupção disseminado em nossa política. Não temos nada contra os que foram eleitos, só queremos ajudar não ficando calados diante daquilo que entendemos como absurdos. Já não basta nossa falta de educação com qualidade, falta de universidades, falta de hospitais,  falta de saneamento básico, falta  de segurança pública, falta de creches adequadas as necessidades de nossas crianças, falta de emprego que não seja criada pela nossa tão super mal aproveitada Prefeitura Municipal de Capitão Poço, que a meu ver padece com seus simplórios trabalhos e os divulga como se fossem nababescos, nossas faltas estão chegando ao nosso caráter. Falta-nos tanta coisa que já não há mais o que faltar. Já nos falta vergonha de comentar pelas nossas ruas de nomes tão dignos, de que pessoas vendem seus votos por míseros alguns reais. Você pode pensar que não, mas com seu erro assaltos acontecem, pessoas morrem, aumenta a violência em nosso trânsito. Você se refugia e humilha seus filhos, esposa e amigos. Você que está do lado errado do caminho, que está cego por causa de algum salário, saiba que nada paga a dignidade humana, estamos sendo assaltados por bandidos que nos colocam a arma na cabeça por não sabermos votar. Quero ver voltar o filho que você perdeu, aquele objeto que você comprou com tanto esforço, sacrifício e dedicação nas mãos daquele que  foi eleito por seu voto também roubado. Se formamos esse blog é porque não somos traidores de Capitão Poço, não somos traidores de nossos filhos e filhas, não somos traidores de nossos vizinhos, não somos traidores daqueles que virão. E por isso “Não é nada disso que você está pensando, eu posso explicar!”

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

E VOCÊ O QUE ACHA DO COMENTÁRIO ABAIXO?!

Gostaríamos primeiramente de agradecer ao comentário postado no texto intitulado “Uma opinião”, agradecer, pois este espaço (o blog) é realmente um espaço democrático para nossos internautas exporem as suas opiniões. Muito nos chamou à atenção um comentário feito por um de todos nossos importantes visitantes, veja a seguir

 

Não podemos impedir a liberdade de expressão de ninguêm, agora é extremamente incoerente ter a familia toda há usufruir dos contra cheques públicos e vim a criticar a nossa adm, que por sinal é bem melhor que a anterior, BEM MELHOR MESMO!!! Salários bons e em dias, reformas e apliações de escolas na cidade e zona rural, manuteção constante na iluminação pública, saúde tratada com respeito, com vários especialista. E por ai vai... e vem mais! aguarde. Com o nosso BELO deputado 4° Sec na Assembléia Legislativa. " A luta por uma sociedade melhor não é de agora, é desde Jesus, Lenin, Che, Max, Zumbi, Lula... Ops! Esse eu errei.” (autor anônimo)


Agora vamos refletir sobre suas máximas.


1°)Não podemos impedir a liberdade de expressão de ninguém(...)”

Sobre liberdade de expressão a Constituição Brasileira Art. 5º /  IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

2°)agora é extremamente incoerente ter a família toda há usufruir dos contra cheques públicos e vim a criticar a nossa adm(...)”          

Sobre protesto de familiares e funcionários. Em nosso entendimento é extremamente normal que o cidadão, sem distinção de posição social, religiosa, POLÍTICA ou de qualquer que seja origem cultural possa mostrar o que pensa de determinado episódio social. Pois a lei de censura e liberdade de expressão garante pleno posicionamento de qualquer que seja o agente social, mas não é isso que vemos no comentário acima e assim surge a problemática: por qual motivo o indivíduo que possui familiares ligados a um órgão público não pode expressar sua posição e interpretação diante de uma gestão PÚBLICA?
Aqui venho acentuar que a preocupação de O MOVIMENTO        não é atingir um ou outro indivíduo, mas cobrar o que é nosso de direito e que está garantido nos cofres públicos.
O comentário aqui discutido depõe contra qualquer grupo político que se diz democrático. Reflita sobre isso.
Se tivéssemos políticos preocupados com o bem comum seria realizado concurso público para garantir todos os direitos do trabalhador público.

3°) que por sinal é bem melhor que a anterior, BEM MELHOR MESMO!!!

 

Em nenhum momento nós de O MOVIMENTO nos posicionamos a favor de algum gestor de qualquer época de nosso município, pelo contrário em um de nossos textos (Aos calouros 2011) afirmamos que o problema não é unicamente com a atual gestão, mas sim parece ser um entrave que se propaga ao longo do tempo.

Partindo do princípio de que “melhor” não quer dizer necessariamente “bom”, até poderíamos concordar com o autor do comentário, uma vez que essa conclusão depende de quem a analisa, mas nós preferimos deixar esse tipo de conclusão para o internauta.

 

4º)     “Salários bons e em dias”

 

Temos em nosso país um mito que muito das vezes é tido como verdade absoluta, tal mito diz que aquele administrador que paga empregado público todo fim de mês é um bom administrador, porém O Movimento vê que se a União permite aos administradores acesso livre ao dinheiro desse trabalhador para o repasse, não vemos um motivo para que este não o faça, já que tal também recebe para isso.  Em relação a pagamentos de bons salários o que temos em nossa cidade é o trabalhador recebendo o mínimo e seus direitos trabalhistas sendo extraviado, pois existe junto ao INSS uma inadimplência no repasse do que é recolhido, dessa forma o trabalhador fica como um indivíduo que nunca contribuiu.

 

5°) “reformas e ampliações de escolas na cidade e zona rural, manutenção constante na iluminação pública, saúde tratada com respeito, com vários especialista”

 

Preferimos aqui ampliar o debate para algo além da infra-estrutura física, já  que nem isso é totalmente contemplado. Será que estamos levando a sério realmente a qualidade da educação de nossa Cidade? Fazemos concursos públicos para garantir um corpo docente com qualidade e dentro dos direitos trabalhistas? Os índices de educação básica subiram ou continuam sendo de países subdesenvolvidos? Ensino superior. Ah! Ensino superior, Plataforma Freire (e aí falamos pra todos) é um projeto pra professores e pessoas que não possuem nível superior, vindo diretamente do MEC, mas o que vemos é um verdadeiro nepotismo nos cursos. Se Paulo Freire se deparasse com uma coisa dessas. E nossos jovens? Temos ajudado eles ao saírem em busca de cursar universidades que não se fazem apenas com livros? Mas é assim mesmo, não é meu parente. Preferimos não responder sobre educação no campo, pois está muito distante do que as novas diretrizes curriculares cobram para a Educação no Campo e sobre iluminação, essa nem se fala. Moradores de algumas ruas que o digam.

 

 

6º) " A luta por uma sociedade melhor não é de agora, é desde Jesus, Lenin, Che, Max, Zumbi, Lula... Ops! Esse eu errei.”

 

 

Se o autor do comentário quis incluir algum deputado da cidade a esse grupo de pessoas, não conseguimos enxergar a lógica usada, pois se identificamos correto chega a ser hilário, se não fora de lógica e isso sim pode ser incoerente. Sim, pois sabemos da influência que cada um teve na sua época, sabemos que muitos são grandes revolucionários, que lutaram pelo bem comum, pela não exploração de uma classe sobre outra, pela libertação de seu povo principalmente, sinceramente incluir alguns nomes ali foi sacanagem.

E outra, os nomes foram escrito errado. Quando você cita personagens históricos em uma postagem/publicação deve colocar sobrenome, por isso é Jesus Cristo, Che Guevara, Zumbi (mesmo sabendo que foi o local que lhe deu importância histórica) dos Palmares e não se escreve MAX, mas sim Marx e precisa de Karl, para que fique Karl Marx, que por sinal foi um grande filósofo e criador de teorias que nos influenciaram na criação do blog.

                                        

 

Queremos chamar a atenção para a seguinte questão, esta análise tem uma função de reflexão e orientação.

 

 

O MOVIMENTO

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Uma opinião.

“salve o município que amamos, nessa terra gigante de Cabral..”

Este trecho isolado do “hino” da Cidade de Capitão Poço está sim, com seu sentido alterado, propositalmente, pois ha muito tempo podemos traduzir este “salve” de louvor por outro “salve”, o de um pedido de socorro.

Quando me perguntam sobre a cidade que eu moro a melhor descrição que posso dar é que Capitão Poço é uma cidade as avessas; aqui a corrupção é exaltada por aqueles que deveriam defender os direitos da população(que muitas vezes é obrigada a compactuar com essa corrupção exibindo um belo sorriso de satisfação no rosto), o descaso com as necessidades públicas é a primeira medida tomada pelos governantes (que fazem questão de nem morar aqui), que a lei é tida como inimiga número um de todos os que detém o poder, e onde todos fazem questão de dividir (e bem dividido) a população em uma pirâmide social, inclusive aqueles que se encontrariam na “base da pirâmide” fazem questão disso.

Se algo vem para melhorar a cidade, é ruim para uns, então se é ruim para uns, de que importa a cidade quando esses prejudicados são a pequena minoria que pode bancar os escândalos políticos das épocas das eleições? são os que apóiam os demagogos que choram e se emocionam em palcos e palanques e depois viram a cara pro cidadão pocense?

Com esse raciocínio já deu pra perceber que com o monopólio do poder que existe em Capitão Poço a cidade pode completar 300 anos, mas não vai passar dessa cidade com o índice de desenvolvimento humano de 0,615 que pode ser comparado ao de cidades africanas da República do Congo, quando a mesma poderia ser a número um em produção de laranja e tantas outras riquezas presentes em nossa região, poderia ter hospitais bons para atender a população, ter educação de qualidade e dar oportunidade a tantos alunos filhos dessa terra, que tem que recorrer a cidades com melhores condições para alcançar os sonhos, as vezes sem muitas condições, mas com força de vontade e coragem ao deixar seus familiares e amigos; Capitão Poço poderia ser mais, muito mais.

Não podemos culpar a somente a população ou só quem está no poder, é tudo uma questão de comodismo, algumas pessoas se acostumaram a ser reprimidas e outras a reprimirem, seja a liberdade de expressão ou os veículos de informação. O fato é que, hoje, essa cegueira crônica que há muito tempo vem cegando a maioria da população já não pode ser sentida por uma pequena parcela que enxerga os grandes problemas da educação, da saúde, da infra estrutura e chegam a uma única conclusão, que os vetores de todas as carências do município são palavras que se encaixam perfeitamente na nossa oligarquia : corrupção, falta de caráter e má vontade.

Não é que a cidade não vá pra frente, é que não deixam ela crescer. É dessa maneira que eu sempre encerro meu discurso sobre Capitão Poço quando me perguntam sobre o lugar onde eu nasci, e é assim que eu encerro essa pequena revisão sobre a minha cidade querida.

Espero que num futuro não tão distante o meu discurso sobre capitão poço mude e acredito no movimento como uma forma de mudança.
Fontes : Wikcionario

http://pt.wiktionary.org/

de.ma.go.gi.a - técnica de argumentação política que se utiliza da semiótica para fugir à racionalização e à análise precisa de um determinado tema ou problema social; é a argumentação política que vem de encontro às paixões populares, promentendo algo irrealizável

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O exemplo que vem do Egito

Hoje, dia 11 de fevereiro de 2011, o ditador egípcio Hosni Mubarak renunciou à presidência do país, depois de permanecer por três décadas no poder. Estima-se que durante os anos em que presidiu o Egito, Mubarak tenha acumulado uma fortuna avaliada em U$ 70 bilhões.
Insatisfeito com a situação política de seu país, o povo foi às ruas de Cairo e protestou durante 18 dias, exigindo que o presidente deixasse o cargo. Apesar das constantes manifestações contrárias ao seu governo ditatorial, Mubarak insistia em permanecer no poder, mas o povo se mostrou inflexível e não descansou até que o tirano abandonasse a presidência e a democracia fosse restabelecida.
O exemplo egípcio deve nos motivar a lutar contra as injustiças que vêm sendo praticadas em nosso município e deve nos servir de alerta. Não podemos permitir que um único indivíduo (ou um pequeno grupo de indivíduos) implante uma ditadura em Capitão Poço. Aliás, um regime ditatorial é caracterizado basicamente pela centralização de poder nas mãos de uma única pessoa, que administra a coisa pública de forma absolutamente egoísta e autoritária, e pela ocultação de informações de interesse público, dentre outras coisas.
Numa ditadura, até existem ministros (no âmbito federal) e secretários (nos âmbitos estadual e municipal), mas estes não possuem qualquer autonomia no desempenho de suas funções, pois estão completamente subordinados às decisões monocráticas do tirano. Este, por sua vez, não governa, impera; não tem eleitores, tem súditos. E isso só traz benefícios a ele e aos seus. O povo, que é bom, só tem a perder.
Portanto, amigos, pensemos bem no rumo que nossa querida Capitão Poço está tomando. Ainda há tempo para agirmos e não podemos quedar inertes. Lembrem-se daquele ditado popular que adverte: é melhor prevenir do que remediar.
Nossa luta é em favor da efetivação da democracia em Capitão Poço.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Agradecimentos

Gostaríamos de agradecer as nossas quase 1500 (1452 às 13:36 de 10/02/2011) elas nos dão muita ENERGIA para continuarmos postando novos textos. Fica também o agradecimento aos 21 seguidores do nosso Blog, obrigado por acreditarem nessa ideia nova aqui em Capitão poço!!!
Precisamos de mais pessoas que estejam dispostas a juntamente com O Movimento buscar melhorias pro nosso município.
Deixe seu comentário, envie-nos textos, divulgue o Blog, não fique na inércia!!!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Sonhar adianta alguma coisa?

Pela manhã acordei e fui à praça do lago, beber um suco de laranja e observar um pouco da sua beleza natural, caminhei um pouco, senti a suavidade da brisa, mas o guarda municipal me parou e disse que não era permitido me aproximar muito da orla, para a minha própria segurança. Naquele momento vi a preocupação do meu município comigo. Chegando à empresa multinacional na qual trabalho, imagine só, fui convidado a proferir uma palestra em uma de nossas universidades públicas -certamente não foi na Plataforma Freire- sobre as ações municipais no que diz respeito ao meio ambiente e principalmente quanto a dois projetos, o de reciclagem de lixo e o de revitalização dos nossos igarapés (não é mesmo Raizinho?!). À tarde foi o momento de eu, enquanto representante da empresa que trabalho, fechar um convênio com a prefeitura municipal para a construção de mais uma escola. À noite, minha esposa, eu e nossos filhos fomos ao teatro, pois na noite anterior estivemos no cinema do shopping. Depois do teatro, fomos à Praça da Alvorada, que é bem movimentada e segura, um local muito agradável, com um parquinho para as crianças! Ah tem um chafariz que é lindo com suas luzes mudando de cor conforme a pressão da água (isto somente à noite); nessa praça é comum ter eventos culturais para a comunidade, todos bem organizados. Lembro-me de meus filhos terem comentado da gincana cultural e ambiental que ocorre todos os anos, e que todas as instituições de ensino do município participam, nas quais as provas são feitas nesta praça. Saindo da praça, peguei meu carro e com minha família demos uma volta na cidade, em suas ruas totalmente pavimentadas, com uma iluminação digna de cidade modelo. Ao passarmos por pontos importantes, falava aos meus de como Capitão Poço é maravilhosa, bem administrada, desenvolvida economicamente e culturalmente, sem contar que é uma cidade ambientalmente correta.
Eu me sinto realmente privilegiado e orgulhoso de morar nesta cidade onde os governantes preocupam-se exclusivamente com o bem estar da população, diferentemente de outras cidades por aí.
TRIM... TRIM... TRIM...
Hora de acordar. Mais um dia começou. Era apenas um sonho. Tenho que ir pra prefeitura “trabalhar”. Minha função é apenas puxar o saco e entregar aos trabalhadores da limpeza. Puxo sacolas também.
Já é tarde. Está passando da hora de nós cidadãos acordarmos pra realidade política do nosso município, que está baseada num assistencialismo barato.
O cenário político de uma cidade depende exclusivamente dos seus cidadãos. Então, deixemos de ser meros atores da história e passemos a ser os autores dela.
Se identificou com a ideia do texto? Tem vontade de mudar a realidade pela qual Capitão Poço passa? Então venha participar do Movimento, um espaço democrático para você expor suas ideias.                                                             

Ler deveria ser proibido

A pensar fundo na questão, eu diria que ler deveria ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavaleiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verosimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metros, ou no silêncio da alcova. Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos outros sentimentos. A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
Por Guiomar de Grammon
In: PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro: Argus, 1999. pp. 71-3.
Veja um vídeo que fala deste texto: http://www.youtube.com/watch?v=57hum9zwjZc

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sobre a má distribuição do poder político

Como já afirmamos na postagem intitulada “Ah, a Política!”, o poder político e – não por acaso – o poder econômico são monopolizados por uma felizarda minoria. Ou seja, ambos os poderes (político e econômico) são mal distribuídos.
Já não é nenhuma novidade afirmar que vivemos em uma sociedade na qual a má distribuição de renda apresenta índices alarmantes e expõe grande parte da população à mais abjeta miséria, enquanto uma meia dúzia de cidadãos esbanja com futilidades. Contudo, não é muito comum ouvirmos a respeito da má distribuição do poder político. Isso mesmo: MÁ DISTRIBUIÇÃO DO PODER POLÍTICO!
No regime político democrático, o povo é o detentor soberano do poder político, e tal poder é distribuído em partes iguais entre os cidadãos integrantes daquele povo. Este raciocínio se opera no plano teórico. Porém, o que a experiência histórica e a atual situação do nosso país/estado/município tem nos mostrado é que o poder político – tanto quanto o econômico – concentra-se nas mãos de poucos.
Considero, no entanto, que as causas da má distribuição do poder econômico diferem das causas da má distribuição do poder político, embora haja entre elas intrínseca ligação. Vejamos, então, quais são estas causas e de que forma podemos combatê-las.
Enquanto a má distribuição do poder econômico decorre principalmente do tratamento jurídico dispensado à propriedade privada no sistema econômico capitalista, dentre inúmeros outros fatores (e isto já seria objeto de uma postagem específica), a má distribuição do poder político tem sua origem na abstenção política, uma vez que o ato de abster-se equivale à assinatura de um cheque em branco.
Aprendemos desde cedo nas aulas de física que, segundo a Lei da Conservação das Massas, também conhecida como Lei de Lavoisier, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Diria que, no âmbito das relações de poder, este nunca se perde, pois pode ser facilmente transferido. Dessa forma, se eu, por algum motivo (desídia, temor a represálias, venda de voto etc.), não exerço o meu poder político, há quem o exerça por mim – mas não em meu favor ou em favor da coletividade. Pelo contrário. Os usurpadores do poder político alheio utilizam o poder usurpado em benefício próprio e em detrimento do interesse público. Por isso os políticos corruptos e as demais pessoas que se beneficiam da corrupção fazem questão de que o povo sinta aversão a assuntos políticos.
Observe que a mídia divulga, quase diariamente, grandes escândalos envolvendo vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e até mesmo o Presidente da República. Poderíamos até considerar louvável a atitude de trazer a claro a ocorrência destes tristes eventos. Entretanto, o discurso midiático se restringe à mera narração sensacionalista e/ou caricaturesca dos fatos e, no mais das vezes, acaba por transformar tais fatos em grandes piadas de repercussão nacional (Casseta & Planeta que o diga).
Os grandes veículos de comunicação não se preocupam em conscientizar o telespectador/ouvinte/leitor sobre as causas e consequências da corrupção, sobre como combatê-la e sobre a importância deste combate. E isso não é obra do acaso. No Brasil, a maior parte das concessões de TV e rádio são titularizadas por parlamentares ou por pessoas de sua confiança, vale dizer, paus-mandados.
Portanto, a mensagem que fica é: NÃO PODEMOS NOS DEIXAR MANIPULAR. Os políticos corruptos e a mídia por eles controlada querem que nós acreditemos que o país está perdido, que não há mais remédio, que não existem mais pessoas justas e honestas na política. Se acreditarmos nisso, deixaremos de lutar por nossos direitos e entregaremos a eles, de mão beijada, o poder políticos que possuímos.
Se você conhece alguém que enche a boca e se orgulha ao dizer que não gosta de política, diga a esse alguém que ele caiu como uma ovelha perdida na armadilha montada pelos políticos mal intencionados; e se ele estiver disposto a se livrar dessa cilada e se juntar a nós, diga a ele que iremos juntos reconquistar o poder que ele entregou a quem não merecia. Afinal, O Movimento foi criado para combater tudo aquilo que se mostre contrário à consolidação da democracia no nosso município, e um dos nossos principais adversários é justamente a má distribuição do poder político.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Medo é a prioridade do poder!

Qual o motivo do brasileiro não denunciar uma irregularidade? É o medo, medo de perder o emprego, de repressões, de intimidações ou a vida. Infelizmente o nosso estado democrático não é tão democrático, onde os ditames do direito servem apenas para beneficiar certas classes, que se beneficiam com o medo e falta de informação do povo.
Mas o medo de perder o emprego é o grande fantasma do servidor público, principalmente o municipal, haja vista que é comum na região norte do país uma espécie de “coronelismo 2.0” mas não deixa de ser como antigamente em alguns pontos. Nessa concepção, o coronelismo é um sistema político, uma complexa rede de relações que vai desde o coronel (prefeito ou influenciador do povo) até outros membros da hierarquia política, envolvendo compromissos recíprocos. O coronelismo é associado historicamente com o voto de cabresto (tradicional de controle de poder político através do abuso de autoridade, compra de votos ou utilização da máquina pública), mas esta estrutura de poder vem se reorganizando e se readaptando de acordo com o nosso tempo, condição intelectual e cultura.
Escrevendo estas sucintas linhas, lembro-me da capa de o Leviatã, que mostra um príncipe, sendo que sua armadura é feita de escamas, mas na realidade não são escamas. É uma imagem com dupla interpretação. A segunda interpretação é o povo revestindo o corpo do príncipe. Segundo Thomas Hobbes, o soberano governa pelo temor que aflige seus súditos, porque sem medo ninguém abriria mão de toda a liberdade que temos naturalmente. Se não houvesse medo, qual homem renunciaria o direito que possui?
Se certas pessoas tem medo ou são inertes a lutarem por seus direitos, esses medrosos no mínimo teriam que pensar bem antes de votar (voto é secreto) e escolher pessoas que de fato iram transformar a sociedade para algo melhor.
Vamos imaginar uma situação, Dona Maria ganha um emprego através de “peixada” na prefeitura. Mas na casa onde ela mora não existe água encanada, sua rua não é pavimentada, seu filho não tem acompanhamento multidisplinar na área de saúde, a escola onde ele estuda não possui recursos estruturais ou profissionais decentes. Será que a Dona Maria vai reclamar e fazer piquete na prefeitura exigindo os direitos do seu filho que estão explicitamente garantidos pela Constituição e reafirmados no Estatuto da Criança e do Adolescente? Claro que não! Ela vai pensar no seu emprego e na comida que conseguiu comprar com o salário, pois antes vivia com míseros trocados do bolsa família.
Aqueles que sentem medo não precisam mudar o município, não precisam fazer piquete, textos de protesto e tampouco lutar por seus direitos. No entanto, agradeceríamos se não ajudassem a piorar a situação. Nas próximas eleições, vote consciente.

Referências
Livro: clássicos da politica, Hobbes
Site: Scielo

O Movimento

A EDUCAÇÃO E EU (NÓS)!

Muito se discute em torno do papel indispensável da educação. Mas qual papel será esse? Muito se tem falado dos problemas e das dificuldades que estão imersos nela. Muitas sugestões têm sido apresentadas para acabar com a discrepância entre o termo educação e a realidade que a vemos. Grande parte dos teóricos da educação, em todas as áreas epistemológicas, se debruça longamente para refletir, discutir e apontar rumos pavimentados que possa a educação seguir sem tombar nem passar por abismos.
Todos, desde alguém desavisado/desinformado até um PhD, sabemos da importância da educação para o prosseguimento da ciência, para o progresso de uma nação, para se galgar, enquanto ser que busca incessantemente conhecer e tem este como fim, alguns de nossos propósitos. No entanto, essa importância que devia/deve ser responsabilidade de todos, acaba se tornando ping pong. Explico! Não é incomum atribuirmos o estado carente pelo qual a educação, já há algum tempo, está imersa aos professores, aos diretores, aos pais, aos alunos, aos legislativos e executivos. Afinal de quem é a culpa? Pelos menos não há só um “bode expiatório”.
A educação tem um papel essencial, senão majoritário, em todos os setores da sociedade: político, administrativo, científico, jurídico, religioso, econômico, etc. Há uma propaganda sobre a importância da educação para esses setores. Na propaganda são apresentadas pessoas de países como Alemanha, França, Espanha e outros depondo sobre a relevância da educação para aqueles países e conclui com uma professora brasileira chamando os alunos, que por sinal, devido à idade, representam ali o futuro do nosso país, a irem estudar, irem para a sala de aulas.
No nosso país, a educação, como costumamos dizer “está abandonada”, representa o maior retorno ao PIB nacional (a saúde vem logo em segundo lugar) conforme matéria divulgada no dia 03/02/11 no jornal Folha de São Paulo: “Os gastos públicos com educação e saúde geram maior crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do que investimentos, exportações e outros gastos do governo. Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado nesta quinta-feira mostra que a cada R$ 1 destinado aos gastos com educação geram um retorno de R$ 1,85 ao PIB”. E aí? Todos estamos corretos, certos quando afirmamos que devemos zelar, que devemos cuidar da educação. Mas todos estamos errados quando fazendo da educação uma partida de ping pong, onde cada uma de nós que ser o arbitro do “jogo”. Têm-se sugestões pavimentadas que podem proporcionar, de forma pródiga e promissora, a educação de qualidade (que tanto queremos), uma educação que liberta, que emancipa o indivíduo. Pois, como nos fala Dewey a educação é vida, é necessidade da vida social e Kant ressalta majestosamente que a educação tira o indivíduo da menor idade, ou seja, o sujeito passar a ter autonomia tanto sobre si mesmo como sobre suas decisões e seus pensamentos. (Queria falar de Adorno, Habermas, P. Freire, Horkheimer e outros, mas fica para depois).




O Movimento.


Possiblilidades

É possível pensar em uma cidade melhor, com emprego, formação profissional e educação, ou seja, com uma reformulação geral. Mas só pensar não muda, as possibilidades estão aí! basta correr atrás delas, para deixarem de ser mera cogitação para serem algo real.
Desde a época do iluminismo sabe-se que a forma mais eficaz para a superação da ignorância e de vencer certas formas de dominação é o saber. Muita coisa se torna possível depois que pessoas começam a ter o poder que o saber transmite, no entanto para conseguir efetivamente o saber precisamos da educação. Segundo Rousseau “O homem nasce livre, e por toda parte encontra-se aprisionado...” mas o que seria essa prisão? É a falta do saber! Prisão também representada como corretes no “Mito da Caverna”. Que prefiro interpretar como se as corretes fosse a ausência do saber.
Mas é possível se libertar das correntes da ignorância, basta arriscar! Pois as correntes as vezes é o reflexo dos próprios medos.
É o medo que faz aquela pessoa acreditar que a vida dela já esta boa, mas na realidade existe possibilidades da sua vida melhorar, mas essa pessoa que vive no medo tem medo de arriscar ou de lutar.
Em síntese, a educação é o motor da transformação. Segundo Paulo Freire “A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tam pouco a sociedade muda”, ou seja, se você quer mudar sua realidade o melhor caminho é pela a educação.
Precisamos de aberturas para novas possibilidades em todos os ramos da sociedade, mas para isso temos que arriscar, “abrir a mente”, enfrente os medos, se desafiar, criar desafios e principalmente buscar o novo. Com as palavras de Clarice Lispector, reforço o meu sentimento da hora da mudança que são: “mude, seja criativo, experimente coisas novas, troque novamente, mude de novo, experimente outra vez, só que está morto não muda, a salvação é pelo risco sem o qual a vida não vale apena”.
Pense menos no que é! Pense mais nas possibilidades e vai atrás disso!


O Movimento.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Quero educação!

Gostaria tanto de falar bem do meu Município após onze anos de conclusão do ensino médio, lembro das palavras da nossa oradora que dizia: “Que os governantes dessa cidade pensem nos jovens que querem estudar e não podem sair para cursar um nível superior em outra cidade”. Hoje, o que temos comparado há esse tempo que passou? O que fizeram pela educação superior no Município? Ser ignorante de pensar que é responsabilidade apenas do governo Estadual e Federal, não sou. E o nosso Núcleo da UFPA que formava pessoas a cada quatro anos e agora nem isso, por quê? Quero saber!
Muitos jovens ficam a mercê da sorte de ter parentes, amigos que os ajudem a estudar, a ter uma formação superior. Até quando vamos ver nossos jovens lutando pra vencer sozinhos? Tenho certeza de um futuro melhor pra Capitão Poço, através da união, de ideais e, muita vontade de fazer dessa cidade um lugar em que se criem boas expectativas.
O MOVIMENTO